Adam Nawalka e a tática por trás de uma Polônia dependente

De “cara errado” até revolucionário do futebol polonês, Adam Nawalka é o comandante da seleção futebolística da Polônia e o principal responsável pela boa campanha do país nas eliminatórias para a Copa da Rússia que culminou com a classificação. Além disso, o comandante polonês é também o cara que conseguiu fazer de Lewandowski o líder que tanto se esperava.

Assim como a maioria dos técnicos da atual geração, Nawalka também começou sua carreira no futebol como jogador e construiu toda sua vida como profissional no Wisła Kraków, terceiro maior time do país no quesito títulos nacionais, e através dele se condicionou a participar da Copa do Mundo de 1978, realizada e vencida pela Argentina. Anos depois, no entanto, a quantidade excessiva de lesões e os problemas políticos do país o levaram a ir aos Estados Unidos para defender o Polish-American Eagles.

Sem sucesso na luta contra as lesões, abandonou a carreira ainda com 29 anos e retornou ao seu país de origem para trabalhar com atividades rotineiras, como podar árvores, até iniciar sua trajetória no futebol comandando equipes de divisões inferiores antes de ser convidado a comandar a seleção.

Ao assumir o posto de treinador da seleção vermelha e branca, Adam deparou-se com um clima de instabilidade depois de uma péssima participação na Eurocopa realizada na própria Polônia, gerando uma enorme pressão, em especial, da opinião pública.

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Pouco a pouco, grão por grão, o comandante polonês construiu uma seleção sólida, transformou Lewandowski no líder que todos esperavam e valorizou a liga nacional, permitindo o aparecimento de nomes como Karol Linetty, meia que defende atualmente a Sampdoria.

Taticamente falando

Durante as eliminatórias, Nawalka demonstrou duas maneiras eficientes de atuação. A primeira delas, com mais um homem de meio-campo, deixando Lewandowski como única referência ofensiva. Nesse sistema, Grosicki entra em campo fazendo o lado esquerdo, confira.

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Já na segunda formação, a diferença está na saída de Grosicki para a entrada de Milik, dividindo a referência ofensiva com Lewa. Essa formação já se mostrou muito eficaz, muito pela mobilidade dos dois atacantes que conseguem ser efetivos dentro da grande área mas não se limitam a esperar a bola.

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Com um ou com outro sistema tático a espinha dorsal da equipe não muda muito. No gol toda a solidez do agora goleiro titular da Juventus Wojciech Szczesny, visivelmente mais maduro e seguro do que nos tempos de Arsenal.

A zaga tem dois pontos fortes e dois pontos fracos. Na direita, Łukasz Piszczek e Glik formam uma dupla muito experiente e consistente enquanto no lado esquerdo Pazdan e Jedrzejczyk não transmitem tanta confiança assim e são frequentemente utilizados como porta de entrada para ataques das equipes adversárias.

No meio-campo, Kuba, Krychowiak e Zielinski são consistentes, sendo este último o mais importante deles, muito pela boa fase vivida no Napoli. Além dos três, Grosicki e Linetty surgem como boas opções, mas ainda assim instáveis e nem sempre titulares.

Já com a missão de marcar nem precisamos falar dele: Robert Lewandowski, que desempenha sua função como poucos no futebol atual e não decepciona. Milik também é uma ótima opção tanto pra iniciar ao lado de Lewandowski quando para substituí-lo (algo que raramente acontece). 

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