Caiu a ficha?

O Fluminense enfrentou na noite dessa quinta-feira (7) seu grande rival, Flamengo. Líder, os rubro-negros foram a Brasília, num clássico com sotaque candango, buscando a vitória para permanecer em boa fase. O Flu, por sua vez, buscava o resultado positivo para recuperar-se após derrota contra o Paraná no início dessa semana. Mesmo em momentos relativamente opostos, um clássico nunca é uma ciência exata. Mas foi.

Há alguns dias, realizei um texto para este mesmo portal, indagando aos torcedores sobre até onde o Fluminense poderia chegar (confira: https://doislances.com/2018/05/27/afinal-onde-o-fluminense-pode-chegar/). Ninguém sabe até agora, óbvio. É impossível sabermos até onde qualquer time pode chegar ainda na 10ª do Campeonato Brasileiro. Fato é que o Flu apresentou um excelente rendimento nas primeiras rodadas da competição e surpreendeu seus torcedores. Foi uma sequência arrasadora diante de Botafogo, Atlético-PR, Chapecoense e Grêmio com duas vitórias, um belo empate fora de casa e uma derrota no clássico regional, mas apresentando um bom futebol. Agora, duas derrotas em sequências. Mas, acima de tudo, apresentando um futebol ruim. Por quê?

O Flu, na noite desta quinta-feira, foi a campo com um esquema parecido do que realizou diante do Grêmio, em Porto Alegre. Abel Braga optou por iniciar o embate num 3-6-1, com intenção de congestionar o meio campo impedindo investidas de seu arquirrival e apenas com uma única referência no ataque: João Carlos. Outrora, na partida contra o Tricolor Gaúcho, o técnico do Flu optou pela formação tática devido à ausência de Marcos Jr. Hoje, Abel não poderia contar nem com o camisa 35 e com o centroavante Pedro, artilheiro do Tricolor Carioca. Assim, preferiu pelo seu substituto direto, João, com a intenção de levar o empate sem gols para o intervalo e buscar, no contra ataque, o resultado no segundo tempo, de acordo com palavras do próprio treinador, em entrevista coletiva.

Não deu certo. O Flu pouco criou no primeiro tempo. Omisso, João Carlos não tocou na bola e não aparecia para buscá-la no meio campo, por sua característica. Sornoza, em partida ruim, deslocado para a ponta esquerda, também pouco criava. Pressão absurda do Flamengo, que chegou, na maioria das vezes pelas laterais com os rápidos Vinicius Jr e Marlos. Foi assim que o primeiro gol rubro-negro saiu. Após jogada pela lateral, pênalti. Dourado na bola e gol do Fla. O que já estava previsto, aconteceu.

Fluminense x Flamengo - 07/06/2018
FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Na volta do intervalo, Abel atendeu pedidos dos torcedores. Entrou com Matheus Alessandro e Pablo Dyego nas vagas de Renato Chaves e Sornoza. Tirando assim, um zagueiro e o principal armador da equipe e mudando seu esquema pra uma espécie 4-3-3. Fato é que Pablo sentiu após 10 minutos em capo depois de dura entrada de Rodinei. Azar. O Flu perdeu uma peça importante para uma possível recuperação. Sem Sornoza, o Tricolor Carioca teve dificuldade de criar com Jadson e Douglas e pouco levou perigo à meta de Diego Alves.

O Fla, que não tinha nada a ver com isso, diminuiu o ritmo de jogo e utilizava a rapidez de seus jogadores para formar contra ataques e levar perigo ao Tricolor. Deu certo. Após belíssima jogada, Felipe Vizeu ampliou o placar. Com o resultado, o Flamengo “segue o líder” da competição.

Mas isso pouco importa para o rival. O torcedor tricolor hoje, provavelmente, se questionou se havia caído em uma ilusão após os bons resultados aqui já destacados. Fato é que o Fluminense sentiu a perda de jogadores cruciais para o esquema de 3-5-2 de Abel Braga que vinha dando resultado, deixando evidente a fragilidade de elenco do Tricolor. Há limitações, claro. Mas, acima de tudo, cabe agora ao comandante tricolor utilizar sua criatividade tática e técnica para superar as dificuldades com as peças que tem em mãos. O “jogo de xadrez” segue, e, Abel Braga é o único que pode fazer o Flu dar “xeque mate” nas dificuldades.

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