Análise: de técnico novo, Austrália tenta surpreender #2LnaCopa

A Austrália chega para a Copa do Mundo da Rússia como uma completa incógnita. No final do ano passado o técnico Ange Postecoglou pediu demissão, deixando pouquíssimo tempo para um novo trabalho até o Mundial. Bert Van Marwijk assumiu em fevereiro deste ano e mudou as caraterísticas do time, o deixando mais defensivo.

O futebol ofensivo com pontas abertos foi trocado pelo meio-campo com dois volantes marcadores e com boa saída de bola. A defesa com uma linha de quatro dando maior consistência na lateral e os três homens no ataque também são mudanças de maior destaque.

O time titular ainda não é certo e provavelmente mudará no decorrer da competição, mas traremos aqui um panorama do que pode ser os Socceroos na Rússia. O gol é praticamente a única posição definida, com Mathew Ryan sustentando sua vaga desde a Copa de 2014. Com 26 anos, Mat defende o Brighton & Hove Albion, da Inglaterra. Os reservas são Brad Jones, do Feyenoord e Danny Vukovic, do Genk.
A linha de defesa, ao que tudo indica, deverá ter Aziz Behich na lateral-esquerda. Com a possibilidade de jogar pela turquia por causa da nacionalidade de seus pais, decidiu defender a Austrália e já tem 22 convocações. Tem 27 anos e defende o Bursaspor. A outra lateral deve ficar com Josh Risdon, que tem 25 anos, atua pelo Western Sydney e vem sendo convocado desde 2015.

No centro da zaga a dupla deve ser formada por Mark Milligan e Trent Sainsbury. O primeiro, experiente com mais de 10 anos de Seleção, atua pelo Al-Ahli, da Arábia Saudita. Pode ser zagueiro ou volante, mas deve mesmo jogar mais recuado devido às outras boas opções no meio. O segundo, um dos destaques na campanha do título da Copa da Ásia em 2015, pertence ao Jiangsu Suning, mas está emprestado ao Grasshoppers.

O meio-campo é o setor de maior destaque do time, a começar pelo volante e capitão Mile Jedinak. Com 33 anos, defende o Aston Villa e é um dos líderes da equipe. Participou das últimas duas Copas do Mundo e lidera seus companheiros dentro e fora de campo. Quem deve atuar ao seu lado é Aaron Mooy, que também joga na Inglaterra, pelo Huddersfield. Tem grande qualidade no passe e chega muito bem ao ataque, com bom chute de meia distância.

Tom Rogic será o homem da ligação entre o meio de campo e o ataque. O meia tem 25 anos e há seis temporadas defende o Celtic, da Escócia. Na Seleção desde 2012, tem boa técnica e visão de jogo, participando da maioria das jogadas ofensivas do time.

Nas pontas, muito provavelmente veremos Robbie Kruse e Matthew Leckie. O experiente Kruse já fez 63 jogos com a camisa de seu país e atualmente defende o Bochum. Atua pela meia-esquerda e tem forte chegada ao ataque. Também atuando no futebol alemão, Leckie pertence ao Hertha Berlin desde o ano passado. Tem 27 anos e vem sendo convocado desde 2012. Funciona muito bem tanto atacando como defendendo.

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Treino antes do amistoso contra a Hungria | Foto: Divulgação/Seleção Australiana

Na frente, Andrew Nabbout deverá ser o titular com a lesão de Tomi Juric. Praticamente estreante com os Socceroos, disputou apenas 4 amistosos e agora tem a grande chance de mostrar seu potencial numa Copa do Mundo. Vem substituindo o grandalhão camisa 9 e terá como sombra a principal estrela do time, Tim Cahill. Mesmo na reserva, Cahill é a grande estrela dessa equipe, maior goleador e que foi o principal responsável pela classificação pra Copa, marcando os gols decisivos na repescagem contra a Síria.

Para complementar os convocados, uma mescla de experiência, como o goleiro Brad Jones de 36 anos, e juventude, com o jovem Daniel Arzani, de apenas 19. Jogadores atuando por várias partes do mundo, como Escócia, Coréia do Sul, Suíça e Japão, nomes de vários anos de Seleção e outros chegados mais recentementes. Vukovic, Degenek, Jurman, Meredith, Petratos e Maclaren completam a lista, além de Luongo e Irvine, que têm boas chances de chegarem ao time titular durante a competição.

É um time em formação, mas que conta com uma boa rodagem. A mudança de estilo com o novo treinador pode atrapalhar o desempenho, mas o elenco se conhece bem e pode surpreender, principalmente pela entrega de cada um dentro de campo. Vontade não faltará e, apesar dos confrontos difíceis, uma classificação na base da garra não seria surpresa.

Sorteados no grupo C, os australianos estreiam no dia 16 de junho contra a França. Depois jogam no dia 21 com a Dinamarca e finalizam a fase de grupos contra o Peru, no dia 26.

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