Desfalcada de uma das referências, Tunísia ainda tem potencial para surpreender #2LnaCopa

Foto destacada: Valery Hache/AFP

A Tunísia chega a Copa do Mundo da Rússia com um elenco formado, em sua grande maioria, por jogadores que atuam no futebol nacional, francês e saudita. Todos os 23 atletas são estreantes em mundiais. Além disso, a lista de convocados do país é a quarta mais jovem da Copa, com média de idade de 26 anos.

Vale destacar que quatro dos chamados pelo técnico Nabil Maâloul estrearam pela seleção em março deste ano. Embora tenham nascido na França, o goleiro Mouez Hassen, o zagueiro Yohan Benalouane, os meio-campistas Ellyes Skhiri e Saîf-Eddine Khaoui tem descendência tunisiana e optaram pela naturalização.

Goleiros

O capitão Aymen Mathlouthi, titular em toda a campanha nas eliminatórias, e o reserva Farouk Ben Mustapha, foram convocados. Ao lado deles, está Hassen, que chegou a titularidade do Nice muito jovem mas perdeu espaço depois. Na última temporada, atuou emprestado na segunda divisão francesa. Desde que foi chamado pela seleção, jogou três dos últimos cinco amistosos e parece ter conquistado a vaga no gol.

Defensores

No miolo de zaga, Syam Ben Youssef e o promissor Yassine Meriah, especulado no Porto, devem formar a dupla titular. Mesmo com poucas atuações no Leicester, Benalouane se tornou uma das opções ao lado de Rami Bedoui. Com isso, o experiente Aymen Abdennour, com mais de 50 partidas pela seleção, mas que não era chamado há mais de um ano, ficou de fora.

Na lateral direita, o jovem Dylan Bronn, zagueiro de origem, e Hamdi Nagguez, atleta de grande estatura mas com muito vigor físico para apoiar, disputam vaga por ali. Na esquerda, o ofensivo Ali Maâloul é o dono da posição, com Oussama Haddadi como alternativa.

Meias e atacantes

No meio, os naturalizados Skhiri e Khaoui trouxeram mais qualidade a parte central, que já contava com Ferjani Sassi e Mohamed Amine Ben Amor, peças importantes nas eliminatórias. Além deles, Ahmed Khalil e Ghaylene Chaalali também atuam por dentro.

Pelos lados, o habilidoso Naïm Sliti (segundo jogador com maior percentual de dribles certos nas cinco grandes ligas europeias, atuando pelo Dijon), o veloz Anice Badri e o garoto Bassem Srarfi foram selecionados. Eles tentam suprir o impacto da ausência deixada por Youssef Msakni, um dos grandes expoentes de qualidade da seleção, que sofreu uma lesão séria nos ligamentos do joelho em abril e só volta no fim do ano.

Sem Msakni, a responsabilidade de conduzir a equipe cai sobre o não menos talentoso Wahbi Khazri, que vem de grande temporada pelo Rennes. Meia aberto de origem, ele deve ser utilizado como falso 9. Com Hamdi Harbaoui (artilheiro da última edição do Campeonato Belga) preterido provavelmente por atritos com a Federação Tunisiana e Taha Yassine Khenissi machucado, o ataque ainda conta com o esforçado Fakhreddine Ben Youssef, que também atua aberto, e o rodado Saber Khalifa.

Ocupando a 21ª posição do ranking da Fifa (melhor colocação entre os países africanos), a Tunísia fez bons testes nos últimos amistosos, mostrando ter um time organizado, com linhas de marcação bem compactas. Além disso, a equipe costuma sair jogando com a bola nos pés, de maneira rápida, explorando a velocidade de seus atletas de lado de campo. Embora não atraia tanta atenção, as Águias de Cartago podem surpreender na Copa. Inglaterra e Bélgica que se cuidem.

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