Jogadores que atuam no continente americano dominam convocação do Panamá ao Mundial 2018

O clima de Copa do Mundo já tomou conta do planeta. Entre os dias 14 de junho e 15 de julho, todos os olhos da Terra estarão voltados à Rússia. E o Panamá, “caçula” da competição ao lado da Islândia, aguarda ansiosamente a estreia de sua seleção no certame. A partida está marcada para a próxima segunda-feira (18), ao meio-dia (horário de Brasília), e será jogada no Estádio Olímpico Fisht, que fica na cidade de Sochi. E o escrete canalero tem um desafio extremamente difícil: a primeira oponente no Mundial disputado em terras russas será a Bélgica, cotada a chegar longe na competição.

Depois, a equipe da América Central medirá forças com a Inglaterra, às 9h (de Brasília), no Estádio de Nizhny Novgorod, no dia 24, e encerrará sua participação diante da Tunísia, às 15h, na Arena Mordóvia, em Saransk, em 28 de junho.

Os adversários dos panamenhos são experientes em Copas do Mundo. Os Three Lions já participaram da maior festa do futebol 16 vezes (contando já com a atual edição) e foram campeões em 1966, na condição de anfitriões. Os Diabos Vermelhos não ficam muito atrás em participações (13) e o melhor rendimento já apresentado em Mundiais foi o quarto lugar de 1986, no México. Já as Águias de Cartago estão na sua quinta presença e jamais passaram da fase de grupos, porém se orgulham de serem as protagonistas da primeira vitória de um representantes da África no torneio. Na ocasião, superaram o México por 3 a 1, em 1978, na Argentina. Cada seleção tem uma história para contar, e o Panamá começará a construir sua narrativa agora.

Para tentar contornar os prognósticos favoráveis aos oponentes, o técnico colombiano Hernán Dario Gómez, que levou o Equador à sua primeira Copa em 2002, na edição sediada na Coreia do Sul e no Japão, aposta em um plantel cheio de jogadores experientes, certamente por acreditar que eles lidarão melhor com as adversidades as quais podem surgir e por confiar nas suas capacidades de surpreender os rivais. Vale lembrar: nas Eliminatórias da Concacaf, o Panamá deixou para trás Honduras e Estados Unidos, seleções favoritas na luta por vaga no Mundial. A média de idade de La Sele (29,3) é a terceira maior da competição. Fica atrás apenas de Costa Rica (29,6) e México (29,4).

No âmbito territorial, a delegação concentra, em sua grande maioria, jogadores que atuam no continente americano. Dos 23 presentes na Copa do Mundo 2018, 18 jogam nas Américas do Norte, Central ou do Sul, enquanto os cinco restantes estão fazendo carreira na Europa.

SOCCER: JUL 07 CONCACAF Gold Cup - Group Stage - Panama v Haiti
A torcida do Panamá mal pode esperar pela Copa do Mundo 2018 (Icon Sports Wire/Getty Images)

Com seis nomes, os Estados Unidos lideram a lista: os defensores Michael Amir Murillo (22 anos, New York Red Bulls), Harold Cummings (26, San José Earthquakes), Fidel Escobar (23, New York Red Bulls), Román Torres (32, Seattle Sounders) e Adolfo Machado (33, Houston Dynamo) e o meia Aníbal Godoy (28, San José Earthquakes). A América do Sul vem na sequência, com quatro atletas: os meias Armando Cooper (30) e Gabriel Gómez (34) e os atacantes Luis Tejada (36) e Gabriel Torres (29). Eles vestem as camisas de Universidad de Chile, Atlético Bucaramanga (Colômbia), Sport Boys (Peru) e Huachipato (Chile), nesta ordem.

O futebol local, por sua vez, é representado pelos goleiros José Calderón (32, Chorrillo) e Álex Rodríguez (27, San Francisco) e pelo meia Valentin Pimentel (27, Plaza Amador). Dois jogam no Deportivo Municipal, da Guatemala: o zagueiro e capitão Felipe Baloy (37 anos, ex-Grêmio e Atlético Paranaense) e o atacante Blas Pérez (37). O defensor Luis Ovalle (29) está no CD Olimpia (Honduras), enquanto o meia Édgar Bárcenas (24) representa o Cafetaleros de Tapachula (México) e o atacante Abdiel Arroyo (24) atua na Alajuelense (Costa Rica).

Vivem na Europa o goleiro Jaime Penedo (36 anos), o zagueiro Erick Davis (27), os meias José Luís Rodríguez (19) e Ricardo Ávila (21) e o atacante Ismael Díaz (21). Eles jogam, respectivamente, no Dínamo Bucareste (Romênia), Dunajská Streda (Eslováquia), Gent (Bélgica), Gent (Bélgica) e Deportivo La Coruña B (Espanha). Este cenário é interessante, pois comprova que, em tempos recentes, o mercado do Velho Mundo tem observado mais atentamente os jovens panamenhos.

Pois bem, são esses os 23 encarregados de honrar a camisa roja e representar o fanatismo dos aficionados por La Sele. A vontade deles é tão grande quanto a felicidade da torcida pelo primeiro Mundial, quanto o sonho prestes a ser realizado na Rússia e quanto as dificuldades a serem encaradas.

 

Crédito da foto principal: Divulgação/Federação Panamenha de Futebol (Fepafut)

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