Análise: Austrália surpreende com boa atuação, mas fica no empate diante de uma Dinamarca efetiva

Nesta quinta-feira (21), Dinamarca e Austrália se enfrentaram em uma partida bastante movimentada na Cosmos Arena, pela segunda rodada do grupo C. Christian Eriksen abriu o placar logo no início do jogo, mas Jedinak, de pênalti, empatou ainda no primeiro tempo. Apesar das muitas tentativas, principalmente do lado australiano, o empate permaneceu durante todo o segundo tempo.

Primeiro tempo de gols

Como esperado, a Dinamarca começou melhor, tendo mais posse de bola no campo ofensivo e saindo com velocidade para o ataque. Schöne foi importante na criação de jogadas pela direita, juntamente com as chegadas do lateral Dalsgaard. Logo cedo o gol saiu com Jorgensen fazendo o pivô para Eriksen, que aproveitou bem o espaço pelo meio e entrou na área pra finalizar, abrindo o placar.

Com a vantagem, os dinamarqueses diminuíram a intensidade. Jorgensen e Poulsen eram os alvos para os lançamentos na tentativa de pegar a defesa australiana mal posicionada, o que não aconteceu e acabou favorecendo a recuperação de bola. As triangulações entre Sisto, Eriksen e Delaney paravam na forte marcação da Austrália, que cresceu.

Os Socceroos adotaram uma postura mais ofensiva. O trabalho de posse com Jedinak e Mooy mantinha o time australiano no ataque, contando ainda com o trabalho fundamental dos zagueiros que giravam a bola em busca de espaços. Destaque para Sainsbury, muito bem mais uma vez no início das jogadas. Behich pela esquerda e Leckie pela direita abriam o campo e criavam as melhores oportunidades; cada um teve duas tentativas de dribles bem-sucedidas, ajudando a desmontar a marcação dinamarquesa.

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Em azul as tentativas de cruzamento da Austrália | Dados: WhoScored.com

O gol australiano veio no que mais tentaram durante a primeira etapa, os cruzamentos. Em escanteio cobrado, a bola bateu na mão de Poulsen que subiu com os braços abertos, o árbitro mandou seguir, mas depois parou o jogo e marcou o pênalti com a ajuda do VAR. O capitão Jedinak cobrou e empatou a partida.

Intensidade na segunda etapa

No início do segundo tempo a Austrália voltou a se defender com duas linhas de quatro bem próximas, esperando mais a Dinamarca, mas não ficou tão recuada como no começo do jogo. As saídas em velocidade quase sempre levavam perigo ao gol de Schmeichel. Leckie ganhava a maioria das disputadas pela direita. Já do lado dinamarquês, Sisto era quem mais dava opções ofensivas, tanto pelos dribles quanto pela movimentação, chegando em posição para finalizar. Em duas tentativas levou muito perigo com chutes colocados.

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As linhas de quatro da Austrália muito bem posicionadas | Imagem: taticamentefalando.com.br

A Dinamarca buscava as triangulações para furar o bloqueio e conseguia levar perigo quando pressionava e recuperava a bola ainda no campo de ataque. Mas o segundo tempo foi de muito mais intensidade da Austrália. O jovem Arzani entrou no lugar de Kruse e deu ainda mais movimentação pelas pontas. Com jogadas individuais desafogava Leckie, que entrava na área quando a bola estava do lado oposto e chegou a ter duas boas chances de marcar, mas falhou no remate. Vale destacar também a atuação do lateral Behich, muito seguro na defesa e chegando muito bem no ataque.

Mas o grande nome do jogo foi mesmo Aaron Mooy. O volante australiano foi o equilíbrio do time, sendo fundamental tanto defensiva quanto ofensivamente. Foram 44 passes completos, com 86% de acerto, ganhou 5 disputas e roubou duas bolas, além de duas finalizações com perigo e de criar 3 ocasiões de gols. O mapa abaixo mostra a movimentação de Mooy, que ajudado por Jedinak, dominou o meio de campo.

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Dados: sofascore.com

Mais uma vez a Austrália teve uma boa atuação, assim como na estreia contra a França, mas não saiu com a vitória. O técnico Bert van Marwijk disse estar “orgulhoso, mas desapontado”, porque viu o seu time jogar melhor, mas não vencer: “Assim como foi com a França nós merecíamos mais. Nos está faltando a última peça do quebra-cabeça. Agora precisamos nos concentrar no Peru”.

A Dinamarca lidera o grupo com 4 pontos, ainda pendente do resultado de França x Peru e, em caso de vitória francesa, pode se classificar com um empate na última rodada. Já os australianos precisam vencer o Peru na última rodada e torcer para que a França vença seus dois jogos.

Estatísticas finais

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Dados: FlashScore.com
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