Em ‘show de horrores’ argentino, Croácia goleia os sulamericanos e se classifica para as oitavas

Nem o melhor jogador dos últimos anos conseguiu salvar a Argentina da tragédia. Os “hermanos” protagonizaram um verdadeiro “deus-nos-acuda” na tarde desta quinta-feira (21) e foram vítimas do competitivo esquadrão da Croácia, que dominou o segundo tempo e venceu por 3-0, sob a batuta do maestro Modric, que teve uma atuação de gala no Estádio Nizhny Novgorod. Com Messi apagado, uma bagunça no meio de campo e um padrão tático inexistente, a seleção sulamericana fez uma das piores atuações dessa Copa de 2018 e se coloca dentro de um turbilhão de desespero para a última rodada da fase de grupos.

Próximo compromisso dos “hermanos” será contra a Nigéria, no dia 26, e pode já jogar eliminado caso a Islândia vença a mesma Nigéria na próxima sexta-feira. Caso o contrário, precisará golear o time africano e torcer por uma combinação de resultados para se manter viva. Já os croatas, com a classificação garantida, enfrentarão os islandeses e aguardam seu adversário nas oitavas-de-final.

(Imagem destacada: Getty Images)

Com Messi “espectador” e falta de entrosamento, Argentina sofre no primeiro tempo

Que a Cróacia, que tem Modric, Rakitic & Cia, é um time mais equilibrado e superior taticamente que os argentinos, não é novidade para ninguém. Na primeira etapa da partida, os sulamericanos simplesmente não se encontraram em campo, jogando um futebol confuso, travado e sem entrosamento, com enormes erros no setor defensivo e dificuldade de criação no meio. A Croácia, vencedora do primeiro jogo contra a Nigéria, entrou em campo relativamente mais tranquila e muito mais organizada, fazendo o básico para dificultar a vida do adversário. O astro Lionel Messi não conseguiu se conectar em momento nenhum da partida e praticamente não fez nada, muito prejudicado pelo sistema do questionado técnico Sampaoli, que limitou muito seu espaço e fez o jogador precisar buscar a bola desde o meio de campo.

Os europeus, sem agredir muito e jogando no erro do adversário, apostaram basicamente em contra-ataques cirúrgicos,mas também sem levar muito perigo ao gol de Caballero. Em uma primeira etapa fria e burocrática, o maior perigo foi de Perez, que perdeu um gol praticamente feito e sem goleiro, desperdiçando a maior chance argentina no jogo que ainda iria fazer muita falta para a seleção durante a partida. Se no campo o futebol foi feio, nas arquibancadas os”hermanos” fizeram uma grande festa e apoiaram incondicionalmente o time até o momento, transformando o Nizhny Novgorod em uma autêntica “Bombonera“, com direito até a Maradona, de seu camarote, fazendo parte da torcida.

Domínio croata na segunda etapa e show de Modric, para o desespero argentino

O que faltou de futebol na primeira metade da partida, sobrou na segunda, porém para um time só. A Croácia encontrou um Modric inspirado e articulador, um sistema defensivo organizado e um contra-ataque mortal pela linha de frente, que se aproveitou e muito da passividade de Messi e da falta de qualidade do adversário. Para os que achavam que a Argentina voltaria do vestiário renovada e pronta para reagir, se enganou, pois talvez tenham feito uma atuação até pior do que a do primeiro tempo, em todos os setores possíveis e deixando o craque sem opções para criar e decidir o jogo. O gênio do Barcelona parecia sufocado e terminou a partida apenas com um chute a gol, simbolizando a dificuldade que a “pulga” teve de levar o time nas costas e a situação caótica em que praticamente todos os outros dez componentes se encontravam.

O placar finalmente foi aberto aos 8′ pelos pés de Rebic, justamente quando Higuaín se preparava para entrar, após uma falha inacreditável do goleiro Caballero que chutou errado na hora do passe e deixou a bola redonda para o croata, que pegou bonito por cima e complicou a vida dos hermanos. A torcida portenha,que até então não parava de apoiar, começou timidamente a se calar frente a terrível atuação de seus jogadores, quadro esse que só foi se agravando no decorrer da partida. Após o primeiro gol, a Croácia se agigantou em campo e começou a pressionar cada vez mais o atrapalhado adversário, fechou seus espaços e se aproveitou do frágil psicológico do time, que começa a possuir cada vez mais erros trágicos de tática, deixando o cenário ideal para que os europeus chegassem ao segundo gol.

Situação essa que aconteceu aos 35′ com o grande responsável pelo “chocolate”, Modric, que em meio a uma marcação de dois jogadores, chutou a bola de longe com a firmeza necessária para que ela atingisse o canto do gol, praticamente fechando o caixão argentino. Como era de se esperar, nenhuma reação aconteceu do lado sulamericano do campo, nem mesmo com o garoto Dybala entrando no lugar de Perez, e a jogada que basicamente resumiu a superioridade dos croatas foi já nos acréscimos, quando Modric fez uma simples e tranquila “jogada de treino”, colocando a bola para Rakitic fazer o dele e fechar o placar de um massacre tático e psicológico aplicado pela seleção da Croácia.

 

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