Impressões sobre Brasil 2×0 Costa Rica

Foto destacada: Foto: Divulgação/CBF

Depois do empate na estreia do Mundial frente a seleção da Suíça, o Brasil chegou a sua primeira vitória na Copa do Mundo nesta sexta-feira contra a Costa Rica, por 2 a 0, na cidade de São Petersburgo, com gols marcados por Philippe Coutinho e Neymar. No entanto, nem tudo são flores, visto que a seleção comandada por Tite teve uma atuação ruim, mesmo com o triunfo, que chegou apenas nos acréscimos. Após essa partida, algumas coisas precisam ser explanadas aqui, com um intuito muito opinativo, e um pouco de análise.

Primeiramente, o primeiro tempo precisa ser esquecido. Nenhuma jogada trabalhada, nenhuma triangulação, quase nenhuma finalização, quase nenhuma jogada individual. Nada, pouco. Deu a entender que o time de Tite só está preparado para enfrentar as seleções sul-americanas das Eliminatórias. O time parecia não ter alternativas para adversidades, assim como ocorreu no primeiro jogo, quando se viram em maus lençóis depois de sofrerem o gol de empate.

Em segundo lugar: Paulinho. Um dos homens de confiança do treinador, o meio-campista foi convocado por Tite quando ainda jogava na China e gerou muita dúvida, apesar do mesmo ter atuado na Copa do Brasil. Derrubou as dúvidas, apresentou um bom futebol e foi essencial para a recuperação da seleção nas Eliminatórias. Ok! O camisa 15 é o famoso infiltrador, o volante que chega na área adversária e marca gols, o ‘elemento surpresa’. Porém, agora ele esqueceu das funções prioritárias de um volante e só quer viver na área adversária, sendo que os outros times já o entenderam e o anulam, fazendo com que o time perca dinâmica e Casemiro fique muito sobrecarregado. Tite precisa ver isso e talvez tirá-lo do time titular, Fred, se estiver em situações de jogo, seria uma boa aposta.

Paulinho está deixando Casemiro em difíceis situações (Foto: Divulgação/CBF)

Em terceiro lugar: o craque do time, Neymar. Inicialmente, o camisa 10 brasileiro não está 100% em alguns aspectos, como físico, psicológico e técnico. Assim como o próprio técnico afirmou antes da partida, Neymar não está totalmente recuperado da lesão e isso é notório no campo de jogo. No aspecto técnico, o mesmo continua deixando a desejar em alguns aspectos, como, principalmente, nas tomadas de decisões e nas suas finalizações. Ele não pode tentar cavar um pênalti, quando podia finalizar e fazer o gol. E no campo psicológico: chorar após o jogo demonstra que a cabeça dele não está bem. É necessário acompanhamento com profissionais. O gol talvez apague um pouco de mais um jogo ruim do mesmo, mas estamos aqui para lembrar.

Neymar ainda parece estar longe do seu futebol ideal (Foto: Divulgação/CBF)

Em quarto lugar, outra questão que deve ser levantada é quem deve ser o centroavante titular. Hoje, Tite fez uma alteração que foge dos seus padrões, ao colocar Firmino no lugar de Paulinho e deixar o jogador do Liverpool e Gabriel Jesus no campo ao mesmo tempo. Jesus, como a maioria do time, teve um primeiro tempo apagado, ficando entre os zagueiros e sem conseguir efetuar suas principais características. Na segunda etapa melhorou, cabeceou bola na trave e participou do primeiro gol. Mas Roberto Firmino oferece mais que Jesus, tendo participado, de maneira importante, dos dois gols, tendo condições de fugir das condições impostas a Jesus no primeiro tempo. Mais uma alteração que pode ser efetuada por Tite.

Talvez seja a hora de Jesus dar lugar a Bobby Firmino (Foto: Divulgação/CBF)

Em quinto lugar, o ataque pela direita também deve ser comentado. Willian é um grande jogador e volta e meia tem uma belíssima atuação com a camisa do Chelsea. Pela seleção vinha tendo bons desempenhos também, mas na Copa ainda não se encontrou. O camisa 19 foi sacado por Tite no intervalo e deu lugar a Douglas Costa, que teve grande temporada com a Juventus. O camisa 7 deu outro ânimo ao lado direito e foi de suma importância para uma melhoria da seleção e para a vitória, com assistência para Neymar no último lance do jogo. Douglas oferece velocidade, oferece um contra um, oferece linha de fundo. Talvez já mereça começar contra a Sérvia entre os titulares, frente as más atuações de Willian.

As observações finais se destinarão a alguns componentes da defesa e a Philippe Coutinho. A dupla de zaga mostrou-se segura e fez uma boa partida, enquanto Marcelo melhorou em relação ao primeiro jogo, mas ainda não é o mesmo do Real Madrid e tem de ser. Tite necessita buscar o melhor do camisa 12, que pode ser decisivo. Algo deve ser feito para que o jogo ofensivo do mesmo seja melhor explorado. Já o camisa 11 brasileiro, foi decisivo novamente e parece ser o que menos sente a Copa do Mundo, se mostrando muito focado durante a partida e vai se destacando como o nome brasileiro na competição.

Coutinho parece não sentir a responsabilidade de ser uma das peças mais importantes da seleção (Foto: Divulgação/CBF)
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