Pilotos da Fórmula 1 criticam uso de chicane na reta Mistral de Paul Ricard

Em busca de mais emoção e principalmente ultrapassagens, vários pilotos criticaram o uso da chicane na Mistral, principal reta do circuito de Paul Ricard. A pista volta ao calendário da F1 depois de 27 anos.  Categorias como o European Le Mans Series e Blancpain Endurance Series, utilizam em suas competições a reta de forma integral, sem apêndices para diminuir a velocidade dos carros.

Durante o briefing dos pilotos realizado nesta sexta-feira, 22, vários criticaram a entidade por limitar a velocidade naquele trecho do circuito. Sem um conhecimento prévio da pista, várias equipes acertarem seus carros sem a chicane na reta, utilizando simuladores.

Brendon Hartley, que estou na pista com o Porsche 919 Hybrid, lamentou o uso da chicane. “Acredito que uma longa linha reta potencialmente criará mais ultrapassagens”, disse ele quando questionado pelo Motorsport.com. “Eu não acho que isso vai acontecer  amanhã, mas eu testei e corri sem a chicane”.

“Isso torna as coisas interessantes, porque é menos downforce com a longa linha reta. Talvez seja um ponto de discussão para o próximo ano. A boa notícia é que há muitas opções.”

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Protótipos utilizam o traçado sem amarras. (Foto: Le Mas Cup)

Para Sergio Perez os fãs é que acabam perdendo. “Falamos com Charlie Whiting sobre isso, melhorar as ultrapassagens, melhorar o show e torná-lo mais interessante”, disse Perez.

“Acho que a melhor corrida que tivemos até agora neste ano foi em Baku, e todas as pistas devem estar tomando alguma direção disso. O circuito é desafiador, leva os pilotos ao erros.”

Outro ponto criticado foram as entradas e saídas dos boxes. A velocidade foi reduzida de 80 km/h para 60 km/h. De acordo com o diretor da prova, os pilotos poderiam perder o controle, podendo “acertar” os boxes da equipe Mercedes.

A pista muito elogiada por sua segurança e velocidade, foi criticada pelo piloto Lewis Hamilton. Para o inglês é difícil encontrar pontos de referência ao redor da pista, sendo possível a perda de controle.

“Há muitas linhas diferentes que você pode pegar e é complicado encontrar pontos de referência na pista”, disse. “É difícil dizer onde você está. Há alguns lugares, por exemplo nas retas, onde você está tentando descobrir onde fica os limites do traçado.”

Mais habituados as adversidades, Daniel Ricciardo e Nico Hulkenberg, não encontraram dificuldades em assimilar o traçado. “Muitas curvas são cegas”, disse Hulkenberg. “Você tem tantos layouts de pista diferentes e todas essas cores ao longo da pista”.

Ricciardo acrescentou: “É meio aberto, você pode se perder com todas aquelas linhas azuis e vermelhas, mas o layout era mais divertido do que eu pensava”.

As linhas azuis e vermelhas, uma das características do traçado, também foi criticada por vários jornalistas. Acostumados com traçados relativamente iguais, muitos projetados por Herman Tilke, a mudança causou desconforto.

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