No drama e na loucura! Argentina bate Nigéria em jogo dramático e vai as oitavas

A Argentina proporcionou uma verdadeira epopéia para sua torcida em São Petesburgo, nesta terça-feira (26). Após sofrer uma terrível derrota e diversos problemas internos, os “hermanos” bateram a Nigéria por 2-1 em um episódio dramático da Copa 2018, do jeito que só eles sabem fazer. Já os nigerianos, que se fecharam numa marcação de linha de cinco a partida inteira e abdicaram de jogar no segundo tempo, acabaram amargando na terceira colocação e irão mais cedo para casa.

Agora, os sulamericanos irão encarar a poderosa e galática França na abertura das oitavas-de-final, já no próximo sábado (30), as 11h.

(Imagem destacada: Getty Images)

Argentina entra outro time em campo e Messi “desencanta”

Quem assistiu o empate contra a Islândia e principalmente a derrota para a Croácia, não reconheceria o time que entrou em campo no primeiro tempo. Os argentinos modificaram bastante a escalação e o modelo de jogo, optando por um 4-2-3-1 com Higuaín na frente e mais liberdade de criação no meio de campo. Parece ter sido a solução perfeita, pois os portenhos dominaram a “meiuca” e não deram a bola para os africanos, mantendo a posse e revelando seu trunfo, o meia Banega, que simplesmente mudou a produtividade do setor de criação.

Dessa forma, aos 14′, o mesmo fez um lançamento magistral do meio de campo diretamente para Lionel Messi, que mesmo marcado conseguiu dominar a redonda de joelho, com categoria para marcar um golaço, matando sua seca de gols e fazendo o que o mundo se acostumou a ver dele nos últimos anos. No decorrer da primeira etapa, a Nigéria pouco fez frente a surpreendente qualidade do adversário, não conseguiu trabalhar a bola e acabou se tornando um alvo relativamente fácil dos albicelestes. Jogando em um 3-5-2 retrancado e colocando praticamente o time inteiro na marcação, os africanos tinham dificuldades de conter o avanço adversário, e por pouco não sofreram o segundo, com uma bola na trave de Messi.

A equipe argentina conseguiu deixar todos de “queixo caído” jogando um futebol muito eficiente, um meio de campo compacto e dominante, e um esquema que permitia mais espaço e conexão com o grande craque do elenco.

Segundo tempo, Nigéria reage, argentina sofre e herói improvável surge no final

Após um primeiro tempo de respeito, a lógica indicava que os portenhos seguiriam fazendo um belo jogo e venceriam com autoridade. Porém, o futebol não segue a lógica, e já aos 3′, Mascherano (o pior em campo) decidiu acrescentar uma dose de drama na partida cometendo um pênalti bobo em Balogun, convertido por Moses aos 4′, que empatou o placar e mudou completamente o panorama da partida.

Agora o clima, que era de tranquilidade no lado argentino, se desfez. A Nigéria cresceu completamente ao passo que os sulamericanos sentiram (e muito) o gol de empate, perdendo completamente o controle do jogo e voltando a lembrar a Argentina de semana passada. Messi, o melhor disparado em campo, conseguiu criar e ainda defender, indo bem em praticamente tudo que tentou, algo que não pode ser dito de seus companheiros que pareciam completamente assustados com a pressão africana. Os nigerianos tinham o controle do jogo e optaram por se defender e apostar no contra-ataque, estratégia que chegou muito perto de dar certo em algumas oportunidades, principalmente em um gol inacreditável perdido por Ighalo que reclamou de pênalti no lance, corretamente não aplicado pelo árbitro após consulta no VAR.

Com as entradas de Pavón, Meza e Agüero, a equipe seguiu desorganizada e errando passes, as substituições não melhoraram o quadro e tudo parecia ruir para os “hermanos”, mesmo com a Croácia causando o tropeço da Islândia na outra partida. O caixão portenho só não foi fechado devido o excesso de retranca do adversário e a quantidade de oportunidades perdidas pela equipe nigeriana, que seriam “punidos” pela bola faltando apenas quatro minutos para o fim da partida.

Quando a classificação parecia garantida para a Nigéria, que já começava a pensar nas oitavas contra a França, eis que Mercado consegue um belo cruzamento aproveitado pelo contestado Rojo, que chutou com firmeza no canto virou o placar para os argentinos, aos 41′, garantindo a classificação. No drama, na raça, no sofrimento, os albicelestes triunfaram em uma partida digna de mata-mata da Libertadores e se fizeram valer de seus talentos individuais. Simbolicamente, Mascherano (mesmo sendo o pior em campo junto com Di Maria), passou boa parte do segundo tempo jogando com o rosto ensanguentado, retratando toda a garra e peso que os argentinos possuem em Copas do Mundo.

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