Argentina x França: confronto de gerações promete grande partida com as seleções em momentos distintos

A melhor parte da Copa do Mundo chegou! A fase “mata-mata” sem dúvida é onde os jogos mais épicos de dramáticos acontecem, daqueles que serão lembrados nas próximas gerações. Dessa forma, França e Argentina protagonizam neste sábado (30), às 11h (de Brasília), em Kazan, o embate mais aguardado do torneio até o momento, com três títulos mundiais em campo e duas camisas cobertas de tradição. Ambos os times (e o próprio futebol de seus países), vivem fases muito diferentes, onde o lado argentino passa por inúmeras dificuldades e conflitos de administração, além de seus principais nomes estarem chegando perto do fim de carreira e toda uma reformulação começa a ser planejada. Já no lado dos franceses, que perderam sua geração de ouro e desde tnão vem tido grandes decepções, uma nova safra de jogadores como Mbappé, Griezmann e Pogba ressuscitaram a Seleção Francesa e sua competitividade.

Mas em situações e ambientes tão distintos, como os times chegam para disputar a vaga para as quartas-de-final e seguirem vivas na Rússia?

(Imagem destacada: Getty Images)

França e Argentina se enfrentaram apenas duas vezes na história das Copas do Mundo: na primeira edição, em 1930, no Uruguai, onde os sul-americanos ganharam por 1 a 0. Já em 1978, quando os anfitriões bateram os europeus por 2 a 1.

Caso a partida termine empatada após noventa minutos, acontecerá uma prorrogação de trinta minutos. Persistindo a igualdade no tempo extra, o classificado será conhecido apenas na disputa de pênaltis.

Após se salvar por um milagre, o futebol argentino segue em crise

Depois de um fraco empate em 1-1 com a Islândia e uma humilhante derrota por 3-0 para a Croácia, o esquadrão do contestado técnico Jorge Sampaoli ficou por um triz de ser eliminado na primeira fase do torneio. A salvação se deu após uma revolta dos jogadores que não concordavam com as decisões do comandante e decidiram escalar, por si próprios, o time que iria para o tudo ou nada contra a competitiva Nigéria, onde acabaram vencendo a partida por 2-1 com um gol já nos minutos finais.

Entretanto, mesmo com a classificação e contando com craques do calibre de Lionel Messi, os albicelestes ainda não mostraram a que vieram na Rússia e são motivos de grandes dúvidas para enfrentar a poderosa França. Com as crises internas, problemas entre elenco e técnico, má fase de muitos atletas e tendo sua principal estrela não jogando o que sabe, os “hermanos” chegarão a Kazan em meio ao caos.

Vamos precisar jogar com garra e rebeldia, como fizemos contra a Nigéria. Isso porque teremos pela frente um time que joga junto há muito mais tempo que o nosso e que chegou pronto para a Copa do Mundo no quesito entrosamento. Vai ser um duelo muito complicado. Temos mais cinco finais, a próxima contra um grande candidato. Teremos que ser muito regulares para superarmos a França, num jogo muito difícil”, analisou Sampaoli.

Messi que, por sua vez, participou da escalação montada pelos jogadores e pode entrar outro atleta em campo, utilizando toda sua genialidade e seus recursos para desequilibrar a partida. Essa que pode inclusive, em caso de eliminação, ser a última dele com a camisa albiceleste (lembrando que chegou a se aposentar do time em 2016, retornando para jogar o mundial).

Outro ponto que pode contar contra os argentinos, além da má fase, é a faixa etária elenco que gira em torno de 29 anos de idade (média), sendo a seleção mais velha nas oitavas e segunda mais velha desta copa (perdendo apenas para a já eliminada Costa Rica). Apesar de contar com titulares e a base do time que venceu a Nigéria, a qualidade técnica e de elenco dos franceses é superior. Alguns nomes argentinos mais experientes, como Javier Mascherano, vem fazendo atuações pífias e irreconhecíveis, sendo ele um dos principais responsáveis pelo massacre aplicado pela Croácia que praticamente eliminou os platinos até aquele momento.

Algumas aspectos como a fragilidade defensiva, o desgaste físico e psicológico e a passividade de Messi em campo certamente serão explorados pelo técnico Didier Deschamps, além da própria falta de entrosamento e de todos os problemas extra-campo que a seleção sofre ultimamente. Para bater a França e não precisar arrumar as malas de volta para Buenos Aires tão cedo, os argentinos precisaram voltar seu jogo e dar liberdade para sua maior estrela brilhar como sabe e ser decisivo como foi nas eliminatórias, apostando na raça de na experiência de seus jogadores..

Uma nova geração que dá esperança ao futebol francês e chega na Rússia como favorita

Após a brilhante geração de Zidane, Henry, Trezeguet & cia ter se aposentado, os franceses ficaram carentes de grandes ídolos e times competitivos como aquele. Porém, já na Eurocopa 2016 essa equipe começou a apresentar um futebol bem pensado, competitivo, com toques de bola e um ataque sensacional, não sendo campeã apenas por ter esbarrado com um inspirado Portugal.

Esse time é a base da seleção que foi para a Rússia, chegando com pinta de favorita e em um cenário bastante diferente dos “hermanos”: se classificaram em primeiro lugar nas eliminatórias e conquistaram duas vitórias e um empate em seu grupo, assegurando a classificação com bastante tranquilidade. Enquanto para os sulamericanos o clima é de tensão e conflitos, para os europeus é de confiança e paz, chegando descansados após empatarem com a Dinamarca e focados para a partida decisiva

Apesar de possuir nomes que brilham nos maiores clubes da Europa como Mbappé, Giroud, Griezmann e Pogba, e tendo conquistado duas vitórias, muitos dizem que esse elenco de estrelas ainda não fez aquele jogo decisivo de atuação impecável, para se provar como um grande time que possa vir a ter condições de conquistar a taça Jules Rimet. Na estréia diante da Austrália, fizeram uma atuação média e sofreram com contra-ataques em vários momentos da partida, mesmo jogando contra um time tecnicamente inferior. Já contra o Peru, Deschamps fez mudanças pontuais que elevaram muito o rendimento da equipe, conseguindo fazer um belíssimo primeiro tempo com com direito a show de Mbappé.

Além disso, o fator da idade também influencia os franceses. A faixa-etária média desse elenco é de cerca de 25 anos e é a equipe mais jovem nas oitavas-de-final (e a segunda mais velha do torneio, atrás da Nigéria). Esse dado pode ser um ponto tanto positivo quanto negativo, uma vez que a maioria dos atletas estão no auge da condição física mas que ainda não possuem experiência em mundias, e talvez nem a maturidade para se disputar um torneio desse nível.

O Messi é um jogador único, incomparável, com grande capacidade de decidir a partida em frações de segundos. A minha expectativa é que a França tenha encontrado a melhor maneira de neutralizá-lo. Mas é importante, para termos sucesso, lembrarmos que a Argentina não gira apenas em torno de Messi. Nós estamos preparados para uma grande partida, para uma grande decisão”, disse Deschamps.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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