Análise: Colón faz bom jogo defensivo, surpreende São Paulo e consegue vitória importante na Sul-Americana

Foto destacada: Nelson Almeida/AFP

E digamos que o feitiço se virou contra o feiticeiro. Na noite dessa quinta-feira (2), no Estádio do Morumbi, o São Paulo recebeu o Colón, da Argentina, em jogo válido pela 2ª fase da Copa Sul-Americana e foi surpreendido ao ser derrotado por 1 a 0 para a equipe de Santa Fe. O time dirigido por Diego Aguirre passou recentemente por dura sequência no Brasileirão, enfrentando fortes equipes longe da capital paulista e demonstrou um jogo reativo, explorando demais os contra-ataque e se defendendo muito bem. E hoje, os comandados de Eduardo Domínguez tiveram postura parecida com a do tricolor, chegando ao tento vencedor em uma das poucas investidas ao ataque.

A primeira etapa foi marcada por um São Paulo que se mostrava disposto a propor o jogo, mas que se viu encurralado com a ótima postura defensiva dos adversários. Com quase nenhum jogador poupado e com apenas um volante de ofício, Aguirre escalou Bruno Peres no meio de campo e manteve o quarteto ofensivo titular com Éverton, Nene, Rojas e Diego Souza.

O time brasileiro teve a predominância na posse de bola dos 45’ iniciais, chegando quase na casa dos 70%. No entanto, uma posse de bola que pouco ameaçou de fato o gol defendido por Burián, a exceção de raros lances, como o da bonita triangulação entre Reinaldo, corta-luz de Nene, Diego Souza e Éverton, que finalizou não tão bem e a bola saiu em tiro de meta, além de finalização de Rojas após levantamento da direita.

O que mais se viu no primeiro tempo foram cruzamentos dos mandantes. Aproximadamente 20 bolas cruzadas na área do time argentino, da esquerda, da direita, de Éverton, Nene, Reinaldo, Militão, Rojas, Bruno Peres. Apenas três corretos e nenhuma finalização perigosa resultante desses. Repertório fraco frente a ótima atuação da defesa argentina.

Na primeira etapa foram muitas bolas cruzadas na área do Colón (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

No segundo tempo, o panorama foi semelhante ao visto no primeiro: ataque brasileiro contra defesa argentina. E o São Paulo se mostrou um pouco mais incisivo, gerando esperança nos seus torcedores que o gol ou os gols da vitória sairiam. O exagerado número de cruzamentos caiu, a equipe tentou atuar mais por baixo, mas peças que vinham muito bem não mantiveram o nível de atuação nessa partida, como Rojas, Nene e Éverton.

Aguirre tentou alterar o modo de atuar da sua equipe ao efetuar as entradas de Shaylon e Carneiro, nas vagas de Bruno Peres, que tentou finalizações de fora na primeira etapa, e Reinaldo, respectivamente. Mudanças que não exerceram tanta influência no duelo. E o feitiço seria provado pelo feiticeiro aos 34’, quando Fritzler pegou rebote fora da área e deu forte chute, tendo a bola desviado em Hudson e chegado no ângulo direito de Jean.

O Colón alcançou o que desejava desde o minuto inicial e após marcar apenas continuou a defender muito bem. O São Paulo manteve-se ineficiente e mostrou nervosismo no final da partida, com expulsão de Brenner nos acréscimos e dura jogada de Diego Souza, que por erro da arbitragem também não recebeu cartão vermelho minutos antes. O jogo mostra a Aguirre as prováveis dificuldades que terá nos próximos jogos da sua equipe dentro do Morumbi, contra equipes menores, pelo Brasileirão.

Estatísticas (via 365Scores):

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