Futebol carioca respira por aparelhos? ‘Clássico Vovô’ pode provar que sim

Fluminense e Botafogo traçam, na tarde deste domingo (9) o clássico mais antigo do futebol carioca. Fim de semana de sol pós feriado, horário bom e Maracanã. É a combinação perfeita para um clássico lotar o Estádio Mário Filho e os amantes do futebol acompanharem uma grande peleja, correto? Bom, não. O momento dos torcedores tricolores e alvinegros não está pra festa. As equipes chegam ao confronto quase como reflexo um do outro, provando a teoria que o futebol carioca respira por aparelhos. Próximos à zona do rebaixamento, desfalcados, com problemas financeiros e, precisando, mais do que nunca, de uma vitória. Este é o cenário do Clássico Vovô desta tarde. Desanimador?

fluminense-x-botafogo
Foto: Vitor Silva/SS Press/BFR

Má fase e problemas financeiros são exemplos que provam o déficit carioca 

O Fluminense está em queda livre no Campeonato Brasileiro. Sem ganhar há três jogos. Assim, deixou o novo lugar – colocação que ocupava após sua última vitória, diante do Corinthians – rumo ao 12º. A má fase, provavelmente, tem explicação: a ausência de Pedro Guilherme, lesionado após empate diante do Cruzeiro. Sem o centro avante, a equipe de Marcelo Oliveira marcou apenas dois gols em três jogos, e, pasmem, ambos CONTRA. Vencer a partida diante do Botafogo, torna-se então, quase que obrigação.

Paradoxalmente, o Botafogo, de Zé Ricardo, vindo de uma derrota que o colocou em posição desconfortável na tabela do Campeonato Brasileiro (caiu de 11º para 15º lugar) Assim, com 26 pontos e apenas três à frente do Z-4. Oscilando muito, o treinador recém-chegado tem encontrado grandes dificuldades para trazer consistência à equipe alvinegra.

Fora de campo, contudo, tudo continua embaçado para as equipes cariocas. Do lado tricolor, o atraso de salários vem se tornando rotina. A falta de dinheiro, ademais, atingiu estágios ainda maiores. Por falta de pagamento, o plano de saúde do elenco e funcionários chegou a ser cortado e a pressão sobre Pedro Abad torna-se ainda maior. A situação é parecida em General Severiano. Sem conseguir atingir as metas do orçamento, a diretoria vem usando o diálogo com jogadores e funcionários para contornar a situação. Tempos difíceis para as equipes cariocas…

A má fase então repercute nas arquibancadas. Em todos os confrontos protagonizados por Fluminense e Botafogo neste ano, o silêncio dos estádios ditaram ritmo ao jogo. Entendível pela situação, obviamente. Contudo, é só mais um indício de que o futebol carioca precisa voltar a respirar. Fluminense e Botafogo não são os únicos, porém, à estarem em maus lençóis. O arquirrival cruzmaltino, Vasco, vindo de derrota para o América-MG também começa a ver, com proximidade, a zona de rebaixamento. É hora, portanto, do futebol da Cidade Maravilhosa voltar a alegrar seus torcedores.

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