Em 1996, o Cruzeiro calou um Palestra Itália que já fazia festa pelo título da Copa do Brasil

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O então presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, levanta a taça da Copa do Brasil ao lado de Levir Culpi, treinador da equipe (Foto: Arquivo/Estado de Minas)

Palmeiras e Cruzeiro já protagonizaram duelos muito marcantes ao longo da história no futebol brasileiro. Um dos maiores duelos veio justamente na Copa do Brasil, competição em que as equipes se enfrentam logo mais no Allianz Parque, pelo primeiro jogo da semi-final do torneio nacional.

Era a grande final da Copa do Brasil de 1996. De um lado um poderoso Palmeiras, que era considerado o melhor time do Brasil da época por possuir nomes em seu elenco como: Velloso, Amaral, Djalminha, Rivaldo, Luizão e outros. Do outro lado, um Cruzeiro que também era repleto de craques como Dida, Palhinha e Marcelo Ramos, mas que vinha de um resultado desfavorável no Mineirão após apenas empatar com o time Alviverde por 1 a 1 no jogo da ida.

No dia do jogo se via várias faixas que comemoravam o título do Alviverde. Era notável a confiança da torcida e dos atletas na conquista do título, já que a equipe conseguiu um resultado bastante expressivo no jogo da ida.

O jogo se iniciou com o Palmeiras pressionando bastante a meta cruzeirense, que se segurava como podia através do goleiro Dida, que na época tinha apenas 23 anos de idade e vivia a expectativa de defender a seleção brasileira nas Olímpiadas de Atlanta, nos Estados Unidos.

O primeiro gol do jogo saiu logo aos 5 minutos da etapa inicial. Após um grande passe de calcanhar de Djalminha, que teve de fazer uma acrobacia para encontrar Rivaldo livre, o meia que participou do penta da seleção brasileira em 2002 encontrou o atacante Luizão livre e ele só teve o trabalho de empurrar para as redes de Dida. O Palmeiras aumentava a sua vantagem e consequentemente a festa de seu torcedor que via o título da Copa do Brasil cada vez mais perto.

O gol não fez a equipe celeste se desesperar no jogo. Muito pelo contrário. A partir daí o Cruzeiro buscava o ataque de modo intenso e acabou sendo recompensado após um grande vacilo da zaga palmeirense. Após cobrança de escanteio curto, o meia Palhinha acabou se atrapalhando e a bola sobrou para o volante palmeirense Amaral, que na tentativa de afastar a bola acabou furando o chute, deixando a bola livre para o ataque Roberto Gaucho avançar para a grande área e fuzilar a meta de Velloso. Era o empate do Cruzeiro, que também igualava o agregado.

Após o empate do Cruzeiro, o clima no estádio estava tenso. O Palmeiras parecia ter sentido o golpe. O gol do título celeste veio em mais um grande vacilo do time alviverde. Roberto Gaucho avançou pela ponta-esquerda e cruzou para a pequena área, a bola veio nas mãos de Velloso que não conseguiu segurar firme e soltou a bola nos pés de quem não devia: do atacante e goleador celeste Marcelo Ramos que mandou para o fundo das redes e garantiu o segundo título de Copa do Brasil do Cruzeiro.

Após o jogo, Marcelo Ramos parecia não acreditar no título cruzeirense e ainda afirmou que os palmeirenses já davam o título como deles.

“A gente veio pra cá com todo mundo falando que o Palmeiras já era campeão e com muita humildade a gente veio e conquistou o título. Acho que estamos de parabéns, todo o grupo”. afirmou o atacante na época

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